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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Mar de Juliana


Pinturas de Juliana Hoffmann e texto de Jayro Schmidt

As pinturas serão exibidas na exposição, Em Canto ao Mar, de Juliana Hoffmann, no espaço Coletivo Arte e Comunicação. Mais informações clique aqui






o mar não me abandona nem eu a ele


segunda-feira, 8 de abril de 2013

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Estilema

Poema sem título de Elaine Pauvolid


Pintura de Juliana Hoffmann


Existe uma menina em mim que não tira as vestes nem para tomar
banho. Não é cisma, é sina.


(Extraído de O silêncio como contorno da mão, Editora Multifoco, Rio de Janeiro, 2011)


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ler e escrever, viver e morrer

Por Jayro Schmidt


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Pintura incidental de Juliana Hoffmann

Em culturas orientais, o ler proporciona o escrever. Em culturas ocidentais, há controvérsias acerca disso.
Tomo como exemplo Schopenhauer ao dizer que ler é pensar com a cabeça alheia. Desconta-se o fato de que ele estava indignado com os eruditos que infestavam os meios acadêmicos.
Bem antes de Schopenhauer, e livre da pesada atmosfera das academias, Sêneca poderia argumentar o oposto. Pensava que a leitura é imprescindível para quem escreve. Por vários fatores.
Um deles é o terapêutico, o ler para descansar a mente do esforço despendido. Mas as coisas ficam mais rigorosas.
A leitura serve para se saber como outros pensam e escrevem, e, sobretudo, saber o que ainda não descobriram. E chega-se ao melhor, ao principal desafio. Deve-se recolher o essencial das leituras e transformá-lo em outra coisa.
Apesar da grande diferença entre Schopenhauer e Sêneca, há entre ambos alguma coisa em comum: não basta somente saber; o que importa é o que fazer com o conhecimento. Por isso Schopenhauer atacava os eruditos.
Saber viver, para Sêneca, seria a porta pela qual se obtém o que fazer com o saber. E aprender a viver, pensava, era aprender a morrer.
Sobre isso, uma vez, fui contestado por um amigo. Disse-me que não se aprende a morrer. Ele tem toda a razão: quem vai querer aprender aquilo que não quer?
Não me recordo o que respondi na ocasião, mas presumo que pode ter girado em torno do que chamo de expectativa vã: aprende-se a evitar a morte, porém é inútil.
Conheço pessoas que fazem o diabo para que a morte não sobrevenha. Sobre isso, há uma frase que diz tudo, inscrita acima da porta de uma capela portuguesa, em Évora, cujo interior é recoberto de ossos:

Nos ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos.

Conhecedor de todos os pensadores clássicos, Montaigne deu a melhor receita para se encarar o grande confronto da vida, que é o morrer.
Remontando aos clássicos, e especificamente a Cícero, Montaigne considera que a filosofia quer dar respostas a todos os dilemas humanos, e, por isso, o ato filosófico é uma preparação para a morte. Ele, desta maneira, realiza o primado de Sêneca: sua leitura, nesse e em outros casos, serviu para ampliar e aceitar as expectativas em torno de algo tão desconcertante, que é deixar de respirar e saber que o menos perecível no corpo são os ossos.
Tanto é que Montaigne acaba dizendo, e o que dizia praticava, que se não aprendemos a morrer, que isso não seja motivo de tormento porque a natureza “executará a tarefa”. Sem levar em conta os acidentes mortais, a própria vida providencia doenças que devemos cultuá-las, cuidando-as com todas as energias que mesmo no padecimento ainda dispomos, pois uma delas nos ajudará a morrer.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sagrado e profano

Pintura de Juliana Hoffmann


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Profanar pressupõe o sagrado, é tirar algo da sagração devolvendo-o ao uso dos homens. A esfera divina na esfera humana.
Um dos aforismos de Franz Kafka, traduzido por Silveira de Souza, diz: “Leopardos invadiram o templo e bebem toda a água da pia de sacrifícios, deixando-a vazia. Isso se repete sempre. Por fim, o evento pode ser previsto e torna-se parte do sacrifício”.
O sagrado se dá por separação, separa algo do humano, e por sacrifícios e seus rituais. A profanação faz o mesmo ao invadir todos os templos. (J.S.)


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Pequena canção

Poema de Ivo Pestalozzi e pintura de Juliana Hoffmann




       



Minhas palavras são turvas,
Como urbes imersas na bruma.
Não espero que entendas nenhuma.


Minhas palavras ficam viúvas,
Esvaem-se uma a uma.
Explicação: você entre algumas.


Por isso, quase não falo.
E, sempre me calo.






quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Carrossel das palavras

Poema de Carlo Manfroi


Pintura de Juliana Hoffmann



Dá pra empurrar
Umas poucas
Palavras soltas
Que se enroscam
Em outras tantas
Fazendo girar
Um carrossel
De ideias loucas



(Poema premiado, segundo lugar, no 8° Concurso Literário Mário Quintana, Sintrajufe, Porto Alegre, RS)


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Palavra da imagem

Pintura de Juliana Hoffmann e verso de Octavio Paz

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Pentimentos

Pinturas de Juliana Hoffmann

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Espera

Poema de Cynthia Lopes


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Vento noturno


Poema de Ivo Pestalozzi